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ONU elege 2013 o ano internacional da cooperação pela água.

14/03/2013 às 13:50

Mais do que suficiente para abastecer as necessidades da humanidade, menos de 1% da água do planeta está acessível para o consumo, mas 11% da população mundial ainda não acessam fontes seguras de água potável (mais de 40% dessas pessoas vivem na África Subsaariana). Apenas 63% da população mundial têm acesso a saneamento de qualidade. O relatório produzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), é que aproximadamente 1,1 bilhão de pessoas em todo o mundo ainda fazem suas necessidades fisiológicas a céu aberto, sem banheiro. No topo do ranking aparece a Índia com 626 milhões de pessoas sem banheiro, seguida da China (14 milhões) e do Brasil (7,2 milhões). É preocupante a lentidão com que o saneamento básico avança no Brasil. Segundo o IBGE, de 2009 a 2011, a expansão da coleta de esgoto foi de pouco mais de 3%. Para um país em que quase 40% dos domicílios não estão sequer conectados à rede coletora, é muito pouco. Para piorar a situação, em boa parte dos casos em que o esgoto é coletado, não há tratamento. Ou seja, há uma rede coletora construída sem que a destinação final seja adequada. O próprio governo federal reconhece que apenas 38% de todo o esgoto produzido no Brasil recebem algum tipo de tratamento. O resto, 15 bilhões de litros de esgoto por dia, impacta violentamente rios, lagos, manguezais e partes do nosso litoral. Um diagnóstico dos mananciais superficiais e subterrâneos e sistemas de produção de água potável do país, produzido pela Agência Nacional de Águas (ANA), relata que 55% dos municípios brasileiros (3.059) que respondem por 73% da demanda por água no país, precisam receber até 2015 investimentos em seus sistemas de produção de água ou mananciais que somam R$ 22 bilhões para evitar problemas no abastecimento. Embora a população cresça, e o número de consumidores também, o estoque de água doce do planeta permanece inalterado há milhões de anos. A EAS do Brasil promove a cultura do uso inteligente da água em todos os níveis, reduz os desperdícios e monitora os seus resultados. “Os países hoje em dia são avaliados pela forma como sabem usar a água, e não pelo que têm de água. Porque é mais importante hoje saber usar a água que se tem do que ostentar a abundância”, comenta Aldo Rebouças, professor de Hidrologia da USP.